terça-feira, 17 de agosto de 2010

As faces de uma mulher

Ao analisar meu arquivo pessoal, o qual engloba textos, músicas, fotos, diários e objetos de recordações, me deparei com a mudança de parte da minha personalidade. Encontro-me abandonando a menina e caminhando rumo à mulher.


Todavia, ante os últimos acontecimentos, passei a questionar qual o tipo de menina ou mulher que a sociedade deseja como padrão ideal?

Inicialmente, desejo explanar a minha opinião desde quando superei as crises da adolescência, essa historinha de padrão não se encaixa as pessoas que possuem uma rotina normal, cada qual possui uma característica peculiar e esta, providencialmente, servirá nas conquistas sentimentais. Sim, sentimentais, porque quem se importa com padrão é para agradar aos outros e, obviamente, do sexo oposto.

Quando as meninas se vestem de rosa, falam fininho e remetem todas as suas atitudes no que seu pai acharia, elas são taxadas de infantis. Há alguns ela agrada, principalmente àqueles que possuem espírito paternal e galanteador que necessitam ter seu ego enlevado. Aos outros irritam, pois esses desejam uma mulher com atitude.

Aí me vem essa mulher com atitude e independente, que geralmente, dirige bem, troca o chuveiro (quando necessário), gosta de futebol, fala palavrões, enfim, entende de assuntos predominantemente masculinos – ah, isso porque sabe-se lá quem os definiu como masculinos. Essa classe, aos olhos dos homens que, por sua vez, possuem características predominantemente femininas, ou seja, da fofoca, com certeza tecerão comentários do tipo: “Xiii, essa aí é lésbica”.

Partiremos para a temperança, isto é, a mulher que embora possua todas as características acima menciona, mantém as características naturalmente femininas, quais sejam, a carisma, simpatia, educação e delicadeza, ainda assim, portará um defeito que sobressairá aos olhos dos outros e será definida, no mínimo, como chata.

Por fim, inúmeras vezes questionei quem foram as infelizes que rasgaram (queimaram) o sutien e alcançaram a tal da independência. Em contrapartida, me dou tão bem com a minha e não desejo largá-la por nada, mesmo que existam pessoas predestinadas a questioná-la das formas mais baixas e ofensivas.

A questão não se limita as opiniões diversas, mas a forma como são expostas e o quão agressivas podem se mostrar.

Agradeço imensamente a Deus que me colocou em um lar, no qual eu encontrei uma mulher dessas tais independentes, que me educou e me formou igualzinha a ela, sem deixar que ninguém subestime a minha inteligência e me derrube na primeira batalha.

Aos que tentaram, eu deixo o recado que estou mais forte do que nunca e não por isso me assemelho a um homem, mas sim a uma pessoa perseverante.

Infelizmente, a quem se destina esse texto, ou seja, aqueles valentões, fortes ou mirrados, mas que se inflam com a sua verdade e se fartam na sua ignorância, não o lerá, porque o hábito da leitura não condiz com os seus costumes, ou mesmo que o possua, provavelmente, se limitará a página de esportes (sem nenhum preconceito, até porque as leio também.).

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