Chegar em casa inspirada, após duas madrugadas, me remete ao EU que há muito se escondia, razão pela qual sinto necessidade de expressar o quão sou realizada por ter pessoas especiais e queridas que se mostram mais ao passar dos dias e por aquelas que sequer me lembro o nome, porém, por algum motivo se aproximaram para acrescentar as idéias questionada nos últimos tempos.
Hoje me apaixonei por alguém, qualquer aí, que provavelmente eu não verei mais. Em épocas de sensibilidade tudo se torna uma questão de amor ou ódio. Contudo, idéias e amores pertinentes me atraem. Olhar para uma pessoa que não possuo qualquer afinidade e iniciar uma conversa sem muito rumo, me fez perceber que aquilo que eu acredito permanece latejante nas mentes perdidas, tornando-me menos subliminar, tal conversa condiz à política, música e até mesmo religiosidade.
As experiências alheias me atraem, pois sou uma pessoa curiosa que me alimento das opiniões pessoais, até mesmo de pessoas desconhecidas.
A esperança persiste em (quase) todos os corações, mesmo ante toda a complexidade debruçada no cotidiano de cada qual, e isso me faz acreditar que mesmo com todas as adversidades impostas, seja lá pelo motivo que for, ainda existe o império do amor e da verdade. Tudo bem! Isso condiz com o avesso do escrito anteriormente, mas relevarei, porque algo me mostrou, através das pessoas, que há algo maior que eu mereço observar e acreditar.
Seja pela música, pela política ou por qualquer motivo, ainda consigo manter um vínculo com muitos e me vejo refletida nas esperanças de cada crença pessoal . É como uma dose de ânimo que remeterá a alegria do dia seguinte, o que me faz dar um suspiro de alívio.
De fato, após álcool, alegrias e uma dose elevada de adrenalina, eu não deva estar tratando de algo conciso e pertinente, entendível por vocês caros e raros leitores, mas aos meus olhos e no meu coração eu entenderei o que eu quis dizer como um grito ou um desabafo sussurrado, transmitido por meras palavras transcritas acompanhadas de uma coca cola borbulhante (ouço o barulho dela) e a respiração de um amigo querido que dorme ao lado da minha cama.
Embora deseje escrever o turbilhão de idéias que se passa pela minha cabeça, a claridade atravessa as frestas da janela, o cansaço me abate e um lugar aconchegante (graças a Deus) me convida a uma noite de sono, motivo este que me convence a cessar a loucura por hoje, seja ela pelo que foi intensamente vivido ou por mais uma experiência repassada neste mero texto.
Por fim, uma música acaba de repetir o que a alma incessantemente diz:
“Durma medo meu.”
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